A exploração do espaço já não é uma novidade, mas continua a escalar etapas que poderão tornar reais todas as aspirações que só se aproximavam ao campo da ficção, tal é o caso da possibilidade da vida no Marte. Estudos até aqui efectuados não colocam totalmente de lado a hipótese de haver condições de vida num outro planeta. Um estudo publicado pela revista Nature indicou a descoberta de elementos que potencialmente provam a existência de vida naquele planeta.

Poderão os humanos habitar na Lua? Apresentado plano de habitat lunar

A exploração do espaço já não é uma novidade, mas continua a escalar etapas que poderão tornar reais todas as aspirações que só se aproximavam ao campo da ficção, tal é o caso da possibilidade da vida no Marte. Estudos até aqui efectuados não colocam totalmente de lado a hipótese de haver condições de vida num outro planeta. Um estudo publicado pela revista Nature indicou a descoberta de elementos que potencialmente provam a existência de vida naquele planeta. 

Enquanto isso os indícios mais positivos apontam para a exploração da Lua e já se fala de assentamentos humanos. Recentemente a Hassell lançou o Plano Director de Habitat Lunar, um novo conceito revolucionário concebido em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa) e a Universidade de Crandfiel, para apoiar o desenvolvimento do primeiro habitat lunar do mundo, isto é, uma infraestrutura onde possam residir as pessoas de forma permanente na lua.

Trabalhando com antropólogos, psicólogos, roboticistas e astronautas, o conceito anunciado pela Hassel para o Plano Director de Habitat Lunar considera “não apenas os elementos essenciais que tornam um habitat habitável, mas também como podemos criar uma comunidade permanente próspera para quase 150 pessoas em gravidade reduzida”, indica o comunicado.

“A Lua é um lugar extremamente hostil para se viver. Sem atmosfera, os humanos precisam de infraestrutura inovadora para aceder água e oxigênio, ao mesmo tempo em que são submetidos a altos níveis de radiação. Precisamos começar a planejar como comunidades maiores podem não apenas sobreviver, mas também prosperar e viver na lua”, afirma Xavier De Kestelier, Chefe de Design da Hassell, citado pela Archdaily.

O assentamento lunar proposto foi selecionado por sua proximidade com dois corpos de água congelada: o Polo Sul Lunar e a Cratera Shackleton. Esses recursos e a luz solar contínua são considerados necessários para um modo de vida sustentável no esquema geral.

O conceito visa romper com ideias convencionais para assentamentos lunares ao utilizar um sistema modular impresso em 3D que se inspira nos tetrapods, comumente utilizados em estruturas de dissipação de ondas. As peças em forma de hexápode se encaixam para criar uma concha resistente à radiação, superando as dificuldades de construção em luas e suas gravidades específicas. Ao permitir a regeneração de componentes no local, o uso do solo lunar como material para impressão 3D incentiva o surgimento da construção sustentável.

Mecanismos inovadores de encaixe são usados no sistema de habitat da Hassell, permitindo uma construção flexível para acomodar futuros assentamentos. Este método de construção, possibilitado por simulações digitais, visa maximizar o uso de energia incorporada dos hexapods. 

Este projecto é um estudo conceitual, mas começa a abordar as grandes questões sobre o que seria necessário para construir um habitat lunar adaptável e de longo prazo, e imagina como isso poderia realmente parecer e ser para os humanos que vivem e trabalham lá. É um longo caminho até que algo assim seja realmente construído.

Este não é o primeiro projecto arquitectónico para criar comunidades na lua. Em 2022, foi a anunciado que a NASA e a AI Space Factory desenvolveram o LINA (Lunar Infrastructure Asset), um posto avançado impresso em 3D para proteger os astronautas em suas missões críticas na Lua. 

Outro projecto habitacional na lua foi apresentado em 2021 na 17ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, pelos arquitectos da Skidmore, Owings & Merrill (SOM), denominado “Life Beyond Earth”, uma intervenção que retrata um vilarejo na lua. A instalação apresenta uma proposta para um ecossistema sustentável que tem como objectivo habilitar a presença humana na lua, explorando a oportunidade para expandir o escopo da arquitectura. 

A vida fora da Terra

Uma pergunta que acompanha todos os debates sobre questões espaciais é se será possível a vida além da Terra? E há várias respostas para ela e os especialistas dão como certa a habitação noutros planetas.

O cientista Alan Stern foi dos mais categóricos sobre o assunto quando questionado se seria possível algum dia vivermos fora da terra. “Alan Stern: “Nos próximos 300 anos, é provável que mais pessoas vivam no espaço do que na Terra “Estou convencido que sim, que as pessoas sairão da Terra e viverão nestes outros planetas. Estamos realmente no princípio dos princípios de deixar o berço da Terra e de nos mudarmos para o espaço e para os planetas. Não só para os explorarmos, mas para termos novos lugares e novos recursos para os seres humanos, para melhorar a qualidade de vida para todos os seres humanos. A visão de grande plano é um bilião de humanos a viver em todo o sistema solar. E sabemos que a Terra não aguenta isto, mas o sistema solar é tão vasto que se torna fácil fazê-lo.” Disse ao jornal em entrevista ao Público o cientista norte-americano que foi o responsável pela missão espacial ao Plutão.

No final de 2024 a NASA enviará o rover lunar Artemis, o Volatiles Investigating Polar Exploration Rover (VIPER), que explorará o ambiente relativamente próximo, mas extremo, da Lua em busca de gelo e outros recursos potenciais. O robô móvel pousará no Pólo Sul da Lua numa missão de 100 dias. A informação obtida irá ensinar sobre a origem e distribuição da água na Lua e ajudar a determinar como podem ser colhidos os recursos da Lua para a futura exploração espacial humana.

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