Kinani – Bienal de dança contemporânea leva mais de 25 espectáculos para Maputo

À medida que se aproximam as datas de realização do maior evento de dança contemporânea em Moçambique, Kinani, a organização confirma a realização de 27 espectáculos em vários palcos e espaços da cidade de Maputo, de 24 a 30 de Novembro.

De partida foi definida como a sede do festival, a Associação Cultural Casa Velha, uma escolha que se justifica por este espaço ser “um património cultural material histórico no mundo da arte e cultura”, de acordo com a organização.

Foto de Mariano Silva


Para esta edição espera-se 27 espectáculos, com a participação de 14 companhias e grupos nacionais firmados e emergentes e 13 companhias que virão à Moçambique para participar do evento. Na base dessas peças está a troca de sinergias, experiência entre vários intervenientes sociais, na busca de soluções a curto e longo prazo na área das artes e cultura.

Virão para Kinani, 2025, coreógrafos e artistas de países como Angola, Madagáscar, África do Sul, em África, da Europa, Portugal, França, Espanha, Noruega e Suíça, e da América, Brasil e Canadá. 

Foto de Mariano Silva

Estão confirmados espectáculos de alguns dos melhores coreógrafos moçambicanos da actualidade, Janeth Mulapha com espectáculo “Nzula – Filhas do Índico” e Ídio Chichava com o espectáculo “Dzudza”. De Angola, já foi anunciada a estreia do espectáculo de Bibiana Figueiredo intitulado “Vidas de Pedra”.

As apresentações, para além da base central que é a Casa Velha, serão nos espaços que habitualmente acolhem o Kinani, o 4° andar, o Centro Cultural Franco-Moçambique, o Teatro Avenida, o Cinema Scala, incluindo espaços como Capela da Ronil (Cemitério) e os Correio de Moçambique, sendo que os espectáculos irão fazer desses locais “um corpo onde realidades distintas convergem para formar um único espectáculo de amor a arte”.

 

Foto de Mariano Silva

Escrito por: Eduardo Quive

Artigo por

Elisa Chauque

Outubro 15, 2025

Artigos relacionados

ARTISTAS MOÇAMBICANOS FAZEM HISTÓRIA NA 19ª EDIÇÃO DO BUSHFIRE

Capital da Guiné-Bissau prepara 2.ª edição da Bienal de Arte e Cultura

“Vagabundus” de Ídio Chichava representa Moçambique na Bienal de Dança de África

Estúdios Victor Córdon afirmam-se como ponte para artistas dos PALOP em Portugal

Artistas moçambicanos entre os 100 convidados para 17.ª Bienal de Sharjah

Curadora sul-africana lidera reforma da colecção de arte africana do Museu do Brooklyn

Evaristo de Abreu representa Moçambique no mercado de arte africana em Abidjan

Instituto Gihanga de Arte Contemporânea traz nova dinâmica em Kigali