“Djidiundadi: Intemporalidade e Utopias” é o tema escolhido para a 2.ª edição do maior evento artístico-cultural da Guiné-Bissau, já confirmada para 2027. Uma lufada de cultura em meio à crise política que o país atravessa.
O anúncio foi feito durante um evento público que marcou o início de um novo ciclo de programação e preparação da Bienal MoAC Biss 2027, iniciativa que pretende promover uma reflexão artística e cultural sobre as múltiplas temporalidades que atravessam a sociedade guineense.
De acordo com a curadora de literatura, Zaida Pereira, o lema escolhido para esta edição remete à oralidade e à valorização da memória colectiva.

“A escolha do lema ‘Djidiundadi: Intemporalidade e Utopias’ convida-nos a revisitar a oralidade, a memória colectiva e os saberes ancestrais como elementos fundamentais da nossa identidade cultural”, afirmou Zaida Pereira.
Por sua vez, o curador para conferências e políticas públicas, António Spencer Embaló, destacou que a Bienal pretende afirmar-se como um espaço permanente de diálogo e criação cultural.
“A Bienal de Arte e Cultura de Bissau quer consolidar-se enquanto espaço de encontro, reflexão e criação artística, contribuindo para posicionar a Guiné-Bissau no panorama da arte contemporânea, com a participação activa de todos os sectores da sociedade”, disse Antonio Spencer Embaló.

Entretanto, recentemente, a organização da Bienal MoAC Biss 2027 anunciou a sua integração, a partir de Maio de 2027, na rede da BIENALSUR — um dos maiores circuitos dedicados à arte, cultura e pensamento contemporâneos no mundo, presente em 76 cidades, 34 países e nos cinco continentes.
