O festival Maputo Fast Forward, que arranca nesta sexta-feira, 23 de outubro, na Torre JFS, propõe ao público a uma série de performances onde se apresentam obras que cruzam disciplinas e linguagens, afirmando o MFF como plataforma de encontro entre arte, tecnologia e experimentação.
A componente performativa do festival ganha particular destaque no fim da tarde, com um momento de imersão artística em que diferentes disciplinas se cruzam e dialogam com a tecnologia.
Entre as actuações mais aguardadas está o projecto New Kids que vai apresentar “Xiluva, o Espelho e o Artifício”, espetáculo construído de forma colectiva, interligando o texto, o som, o corpo e o metafísico, ou seja, o talento humano prologando pelo que pode oferecer a tecnologia. O projecto, iniciativa de 16Neto, promove o diálogo criativo entre jovens artistas e nomes proeminentes, marcando a terceira edição do MFF em que se mostra.
No geral, os concertos iniciam a 27 de outubro, com Gerson Mbalango a apresentar “Tradimensional”; a 28, Nuro Sumalgy traz “Raízes Digitais: Inteligência Ancestral”; e a 29, Dércio Ngomate apresenta “Caminhos da Água”.
A 31 de outubro, Shaazia Adam, renomada designer de moda moçambicana, estreia “O Tecido Infinito”, performance que mistura moda e tecnologia, transformando o vestuário em matéria viva.

Mas o MFF não se esgota na performance. A sua programação diversificada inclui uma conferência, uma feira criativa, instalações artísticas e espaços pensados para o networking e para as famílias. Esta diversidade é, em si, um argumento do festival: ao reunir públicos e linguagens distintas num mesmo espaço, o MFF demonstra que a tecnologia e a criatividade só ganham verdadeiro sentido quando são vividas de forma colectiva, acessível e partilhada.
Com esta combinação de imersão artística, reflexão e convívio, o MFF afirma-se como um dos momentos mais vibrantes do calendário cultural da capital, convidando maputenses e visitantes a descobrir o que de mais inventivo se faz em Moçambique.