A cidade de Rabat, em Marrocos, passou a acolher oficialmente a sede permanente das Capitais Africanas da Cultura, um programa pan-africano criado em 2018 para fortalecer a cooperação cultural entre cidades do continente e promover a criatividade africana.
Inaugurado a 18 de Junho, o novo espaço pretende ser mais do que uma sede administrativa. Concebido como um local de encontro e diálogo, reúne elementos do artesanato marroquino, do design contemporâneo e de materiais africanos. O destaque vai para uma grande mesa de reuniões desenhada pelo designer malinês Cheick Diallo, inspirada na “árvore da conversa”, símbolo das tradições africanas de diálogo e partilha de conhecimento.
Instalada em Rabat na sequência de um acordo com a União Africana, a sede será responsável por coordenar as futuras edições do programa e dinamizar iniciativas de cooperação entre cidades, artistas e instituições culturais de todo o continente.
A cerimónia serviu igualmente para recordar o legado de Rabat enquanto primeira Capital Africana da Cultura. A edição, realizada em 2022, mobilizou museus, galerias, teatros, bibliotecas e espaços públicos da cidade, envolvendo cerca de quatro mil artistas provenientes de mais de 30 países africanos.
Durante o encontro foi também anunciada a escolha de Cabo Verde para acolher a edição de 2028 das Capitais Africanas da Cultura. O programa será coordenado a partir da cidade da Praia, mas estender-se-á a todo o arquipélago, com uma programação dedicada ao património crioulo, às ligações atlânticas e aos intercâmbios culturais entre África e as suas diásporas.
A iniciativa continua a afirmar-se como uma plataforma de valorização da diversidade cultural africana e de aproximação entre os povos do continente através da arte e da cultura.