O Quénia tornou-se o país com a maior taxa de utilização de Inteligência Artificial (IA) entre 54 mercados analisados, com 97,5% dos utilizadores de Internet inquiridos a afirmarem ter recorrido a pelo menos uma ferramenta de IA no último mês.
Os dados baseiam-se na pesquisa Core da GWI, que abrangeu mais de 240 mil pessoas com 16 ou mais anos nas principais economias mundiais. O Quénia ficou à frente dos Emirados Árabes Unidos, com 94,2%, e da Indonésia, com 93,6%.
Os números revelam diferenças significativas em relação a algumas das maiores economias ocidentais. Nos Estados Unidos, 71,5% dos adultos com acesso à Internet disseram ter utilizado IA no último mês, enquanto no Reino Unido a percentagem ficou nos 62,8%. O Japão foi o único mercado analisado onde menos de metade dos inquiridos declarou utilizar estas tecnologias.
A liderança queniana coincide com os esforços do país para estabelecer regras para o sector. O Governo concluiu recentemente a consulta pública da proposta da Política de Inteligência Artificial e Outras Tecnologias Emergentes de 2026, baseada na Estratégia Nacional de IA 2025–2030.
Entre as medidas previstas estão a criação de um instituto dedicado à segurança da IA, um registo público e um Programa Nacional de Línguas e Vozes Africanas, destinado a desenvolver sistemas capazes de funcionar em línguas locais.
A nível mundial, estima-se que 4,02 mil milhões de adultos, correspondentes a 48,6% da população global, utilizem alguma forma de IA mensalmente. Já as plataformas de IA generativa terão alcançado 2,42 mil milhões de utilizadores, após um crescimento anual de 141%.
O relatório ressalva, porém, que os dados medem a utilização das ferramentas e não a profundidade ou frequência do seu uso.