Falha, cor e herança: a arte afrofuturista do artista ganês NK

Nana Kwadwo Tweneboa-Kodua, conhecido por NK é um artista digital, designer e director criativo afrocêntrico ganês. Reconhecido pelas suas obras, coloca-se na esfera de criadores que olham para o continente como espaço de várias possibilidades e a partir de onde se pode projectar o futuro.O seu trabalho é marcado por imagens de pessoas negras representadas em alto estilo, em várias tarefas do quotidiano e chamam atenção pelas cores vibrantes que também representam a vitalidade da sociedade que procura representar. Ele constrói uma crónica ou narrativas visualmente impactantes sobre as gentes comuns, recria o conceito de belo afroncentrado, distante dos conceitos ocidentais.As obras de NK surgem de uma profunda assunção da herança africana, explorando os recursos da arte digital, dialogando a arte, a moda, a tecnologia e a chamada street style. Através da sua arte pode imaginar-se as cidades africanas cheias de vidas, cores, mistura de cheiros dos vários sabores e especiarias, as vozes dos mercados, a música, os vendedores ambulantes e a cultura pop africana, incluindo a utilização dos panos de cores garridas ou as capulanas.A publicação African Digital Art coloca NK dentro da geração de artistas digitais africanos que estão a “reescrever a estética global em tempo real. Seu trabalho situa-se na intersecção entre cultura, comunidade e imaginação futurista, falando diretamente com o público jovem que está esculpindo novas definições de identidade e pertencimento”.

De Eduardo Quive

Artigo por

Edson Mandlate

Agosto 22, 2025

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