Coletes vibratórios traduzem música para surdos

Um especialista em áudio programou trajes hápticos, projectados para permitir que os espectadores surdos ou com deficiência auditiva experimentem música orquestral. Essa inovação abre um novo caminho entre as iniciativas para melhorar a inclusão em apresentações de música ao vivo.

Num concerto clássico no Lincoln Center de Manhattan, nos Estados Unidos, o público experimentou os coletes sem fio, com 24 pontos de vibração traduzindo a música no palco. Os violinos reverberam na caixa torácica, enquanto o violoncelo e o baixo se fazem sentir um pouco mais abaixo, com trompas nos ombros e, muitas vezes, solistas nos pulsos.

O inventor, Patrick Hanlon é co-fundador da Music: Not Impossible, um braço da Not Impossible Labs, que emprega tecnologia para tentar aliviar as barreiras sociais, incluindo aquelas em torno da deficiência.

Os métodos anteriores que indivíduos surdos e com deficiência auditiva usavam para desfrutar de música ao vivo incluíam literalmente colocar as mãos nos alto-falantes ou segurar um balão para sentir as vibrações nas pontas dos dedos.

O objetivo dos coletes – juntamente com as faixas nos pulsos ou tornozelos – é permitir uma experiência de corpo inteiro, criando sensações que traduzem os sentimentos que a música pode evocar.

Artigo por

Edson Mandlate

Agosto 30, 2023

Artigos relacionados

Nova biblioteca de Luanda: arquitectura pensada para o clima, a natureza e o conhecimento

Exposição em Lisboa revisita arquivos coloniais e desafia novas leituras sobre a memória africana

Bienal de Fotografia de Bamako aposta na reinvenção das narrativas africanas

Leonardo Sitoe explora memória e pertença em nova exposição em Joanesburgo

Museu transforma visita numa viagem sensorial pela maior floresta tropical do mundo

Rabat inaugura sede das Capitais Africanas da Cultura

ARTISTAS MOÇAMBICANOS FAZEM HISTÓRIA NA 19ª EDIÇÃO DO BUSHFIRE

Capital da Guiné-Bissau prepara 2.ª edição da Bienal de Arte e Cultura