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Artista tanzaniano leva público ao fundo do mar através da realidade virtual

Uma experiência imersiva em realidade virtual vai colocar o público diante dos impactos das mudanças climáticas e da destruição dos ecossistemas marinhos durante a 9.ª edição do MFF, que decorre de 23 de Outubro a 1 de Novembro, em Maputo.

A instalação “Just Because You Don’t See, Doesn’t Mean It’s Not Happening” (Só porque não se vê, não significa que não esteja a acontecer), do artista multidisciplinar tanzaniano Alex G. Mkwizu, utiliza tecnologias de realidade estendida para aproximar o público das transformações que ocorrem no Oceano Índico e das suas consequências para as comunidades costeiras.

A experiência acompanha, em sete etapas, o quotidiano de um pescador, desde a preparação para sair ao mar até à venda do pescado. Fotografias documentais, vídeos em realidade aumentada e testemunhos sonoros acompanham cada momento, permitindo ao visitante conhecer a relação entre as comunidades costeiras, o mar e os recursos de que dependem.

A proposta chama atenção para fenómenos como o branqueamento dos corais, a sobrepesca e a destruição dos ecossistemas marinhos, problemas que, por acontecerem debaixo de água, permanecem muitas vezes fora do campo de visão.

Além da experiência imersiva, a instalação inclui uma sessão de exibição do filme em realidade virtual e momentos de partilha sobre alterações climáticas, ecossistemas marinhos e comunidades piscatórias.

A obra integra a programação do Maputo Fast Forward 2026, que este ano propõe uma reflexão sobre tecnologia, arte e as realidades que moldam o presente e o futuro.

Artigo por

Elisa Chauque

Outubro 6, 2026

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