Esta obra é a expressão da experiência sensorial (fenomenológica) do autor em Benga, (em Moatize, Tete). Para o autor Adamo Miguel Morrumbe, a estética é um dos elementos centrais da nossa forma de percepção do meio, ela tem o potencial de reorganizar as sociedades ou as sociedades se organizam através dela, estabelece direções pelos valores pré-estabelecidos (pré-concebidos) na sua forma. Não é por acaso que é possível encontrar a palavra ética dentro da expressão estética.
É muito difícil escapar a uma estética popular, ela é um dos elementos que formam a cosmovisão dos grupos culturais, funciona como o refrão de uma música popular, pela repetição constante, podemos dar conta de nós a cantar músicas, mesmo que não sejam do nosso gosto.
Esta obra, sugere que o espectador entre em contacto com elementos de estética de Benga, resultado de uma pesquisa por ser apresentada no dia 25 de outubro, onde o autor apresentou de que forma os valores por trás da estética aqui apresentada, sugerem soluções para a crise ecológica global dos tempos actuais
A pesquisa procurou compreender a relação entre a arte, a cultura e o espaço público local. O estudo observa como o Nhau, enquanto manifestação artística que integra dança, música, escultura, performance e ritual, influencia também a estética das casas e das fachadas. A pesquisa destaca ainda o uso combinado de materiais naturais e industrializados e a presença de padrões inspirados na natureza, como os fractais, mostrando como a arte está integrada ao quotidiano e à identidade do lugar.







